terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O artista Rubens Gerchman morre em São Paulo


O artista carioca, RUBENS GERCHMAN que tinha 66 anos, faleceu devido a um câncer no pulmão, nesta terça-feira em São Paulo. Gerchman retratou vida na metrópole e fez trabalhos tridimensionais.

Morreu na manhã desta terça-feira (29) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o artista plástico Rubens Gerchman, aos 66 anos, em decorrência de um câncer no pulmão. O velório foi realizado até 15h30 no local e o corpo cremado às 17 horas no Horto da Paz, em Itapecerica da Serra (SP).

Nasceu no Rio de Janeiro, nascido a dia 10 de janeiro de 1942, Gerchman vivia na capital paulista desde meados de 2003. O artista começou a ganhar destaque a partir da década de 1960, quando fez sua primeira mostra individual na galeria carioca Vila Rica e logo se tornaria um dos integrantes da vanguarda carioca.

Em suas obras, retratava a vida da metrópole e cenas do cotidiano: em seus quadros aparecem partidas de futebol, concursos de miss, novelas da TV e cartazes. Seu trabalho "Lindonéia, a gioconda dos subúrbios", de 1966, foi inspiração para uma música de Caetano Veloso.

Foi um dos mentores da mostra "Tropicália", ao lado de Lygia Clark e Hélio Oiticica, que deu origem a nova objetividade brasileira, movimento em que arte conceitual e pop se uniu.

O artista plástico Rubens Gerchman, ganhou projeção também por seus trabalhos tridimensionais e fez bastante uso da palavra escrita em suas criações, além de ter se dedicado à pintura realista e a técnicas como litogravura e escultura. Entre seus títulos mais destacados também estão "O rei do mau gosto” ( Reprodução de obra em acrílica sobre madeira) e "Não há vagas".

Depois de se mudar para os Estados Unidos no final da década de 60, fruto de um prêmio do Salão Nacional de Arte Moderna, faz um protesto contra o regime militar brasileiro ao organizar um boicote à Bienal de Artes de São Paulo, classificada por ele como a "Bienal da ditadura".

Em 2002, Gerchman havia sido internado em estado grave em Nova York para tratar de uma infecção hospitalar contraída após um cateterismo.
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Certa ocasião, o artista esteve em Curitiba a convite da APAP/PR – Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná, para ser membro do júri de uma das edições do Salão Paranaense. Um dos mais importantes Salões de Arte no país naquela década. Eu, fui uma das pessoas, já então membro da diretoria da entidade, que o acompanhou em sua estada entre nós. Jantou com alguns artistas contemporâneos. Dele ainda tenho uma camiseta com a palavra “Beijo”- reprodução de uma de suas pinturas.. Que sua pintura e arte sejam permanentes e vivas em nossas mentes. E inspiração para outros artistas.
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Postado por Alice ainda um pouco desorientada
Alice Varajão – Jornalista http://alicevarajao.blogspot.com/

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

De passagem por Belém e a chuva

Ao entardecer percebi uma nostalgia no ar. Que ar carregado e sôfrego, parece que existe uma certa pressão pairando sobre a minha cabeça. O ar daqui é por vezes rarefeito, umidade do ar...? Mas carregado!

Existe um corre-corre, num compasso que parece frenético sem ser. Os veículos passam em alta velocidade, como se a cidade não existisse, bicicletas frenéticas, entram nas ruas, sem se dar conta dos veículos, não é uma competição, é um desafeto! O ir e vir, das pessoas em zig-zag constante. Não remete à calmaria que se propõe em tantas poesias e canções, da literatura paraense.

Ah! Sem falar que as lojas do comércio local, promovem um longo horário de almoço, incluindo a sesta, e, que dormidinha básica é essa? Todos os dias após o almoço. E reabrem lá pelas três da tarde. Esse é o costume local.

Este arremedo de texto é de uma pessoa, que acorda cedo e volta a dormir, devido ao calor das noites do chamado Inverno (Verão) de Belém do Pará. Também é para deixar aqui registrado mais uma vez e comentar da correria desenfreada do trânsito, totalmente deseducado para os que vivem, assim como eu, lá pra baixo, mais ao sul, na faixa do Trópico de Capricórnio. Desde já desejo que todos tenham todos uma boa semana se puderem!

Ah! E durma-se bem com a chuva, que a cada dia insiste em cair mais cedo, e devagarzinho, sempre por volta das 12 horas, horário local - já que aqui não é observado o horário de Brasília-DF.

Aos 392 anos de Belém do Pará, comemorados em 12 de Janeiro de 2008.

Alice Varajão, jornalista idependente.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Em Belém do Pará

Uma mangueira no meio da rua, em uma rua de Soure, m uma localidade na Ilha de Marajó
por Alice Varajão®
Olá meus amigos e habituais leitores, blogueiros de plantão, daqui a jornalista Alice Varajão resolveu, tirar férias e estou em Belém do Pará. Podem crer que na vida nem tudo é trabalho, assim como tudo não é lazer.
Mas por conta disso, cá estou tentando não me afastar do meu ofício e escrever.

Esta é apenas uma escrita daquelas que tem apenas a função de informar a quem por aqui passar, para dizer que estou de férias e não faço idéia de quando vou voltar pra casa.
Se é bom, sim isso pode parecer uma brincadeira mas não é. De quando em vez é mesmo preciso e necessário para a mente e para o corpo, nos afastar-mos do nosso dia-a-dia, do cotidiano e dar um tempo pra as pessoas, que convivem conosco. Dar férias pra esposa, pro marido, para o(A) amante, ou para seus animais domésticos se os tiver. Rever amigos, contar histórias, acordar tarde, comer aquilo que quando está com a namorado(a), ela não deixa... beber com as amigos, estar com pessoas que raramente vê. Com aquela sempre desculpa de que não dá tempo...

Praticar alguma bobagem, tomar sorvete de Açai, Cupuaçu,Tapioca, tantos sabores, na Cairu (rede de lojas de sorvete, aqui em Belém). Ir jantar nas Docas, e ouvir boa música, em um palco deslizante e no alto do antigo galpão (armazém) onde eram guardadas toda e qualquer mercadoria e tudo que pelo porto chegava ou partia, desta Baía de Guajará.

Tirar a tarde e gazetear o trabalho para ir almoçar com a amiga(em férias), andar pelo parque, ir ao Mangal das Garças (que projeto interessante do arquiteto Paulo Chaves) e apreciar por longas horas, uma certa fotojornalista exercitando o seu ofício da fotografia, demoradamente com as garças brancas e muito esbeltas. Ficar de olho e com o olho colado à mira de sua objetiva e descobrir um ou mais belos exemplares de Guarás. Que ave mais interessante.
Ir ao borboletário e achar que tudo tinha aroma de café, e não é que tinha mesmo. Uma torrefação do grão, alí por perto, com o vento a favor... uma delícia no ar.
No fim-de-semana:

Seguir pela rodovia, atravessar uma ponte e se descobrir em uma ilha, a Ilha do Mosqueiro, com mais de 17 mil metros quadrados de extensão, a pouco mais de uma hora de carro, da capital e nem precisa correr... é só ir a uma velocidade média e pra que a pressa?
Reencontrar depois de mais de uma década uma amiga dos tempos de Projeto Rondon (eu participei sim). Recomendo uma chegada por lá e vá conhecer a Pousada dos Garrafões. Não me pergunte o porque do nome?, em chegando lá vai entender.
Foi muito bom e fez muito bem para o meu coração.

AH! Me lembrei que aqui tirando a educação do trânsito, quase todos são de vagar quase parando. A resposta está no calor...
O povo é assim bem devagarzinho !!!!!

E assim, por diante, e vamos seguindo, já que estou de férias, com quem não está de férias...

Eu ainda vou ficar mais alguns dias, na lentidão do tempo e exercitando o não fazer, pelo simples fato de estar de férias e na moleza.

Até breve, aproveitem o Verão, porque aqui o povo da terra, diz que é Inverno... e só está fazendo 36ºem média. Chove quase sempre, mas em cinco minutos abre o Sol. E assim, vamos indo...

Alice Varajão, aos cinco minutos de sábado para domingo (20 janeiro de 2008).
É inverno em meu coração. Mas a resposta o tempo dirá. Lembrei-me da canção de Nana Caymmi "Resposta ao Tempo".